Contatos

telefone: 84 3342-2237 R 550 ou 551;
facebook: LabSis Ufrn;
e-mail: labsis.ufrn@gmail.com;
página: (https://labsis.ufrn.br/);
X: @LabSisUFRN

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Visita da Defesa Civil de Natal ao LabSis

    Na sexta-feira passada, dia 08/11, a equipe da Defesa Civil do Município de Natal formada por Jeoás Nascimento dos Santos (coordenador) e Francisco Véscio, estiveram visitando o LabSis onde se reuniram com o coordenado  Aderson do Nascimento e o sismólogo Joaquim Ferreira.
    O motivo da visita foi a preocupação com os eventos que vem sendo sentidos em Natal e uma possível colaboração entre as duas instituições. A preocupação se faz presente pois como a cidade cresceu, e há mais edifícios que em 1986, quando da intensa atividade sísmica em João Câmara,  algo semelhante agora teria um impacto muito maior que no passado.
    Na Figura 1 está uma foto para documentar essa visita.

Figura 1. Visita da COMDEC/Natal ao LabSis. Da esquerda para a direita: Aderson do Nascimento (coordenador do LabSis), Jeoás Nascimento dos Santos (coordenador) e Francisco Véscio (da COMDEC), Joaquim Ferreira, sismólogo (LabSis).
Fonte: LabSis/UFRN
Joaquim Ferreira, Aderson do Nascimento

Novos tremores na cordilheira meso-oceânica

    Hoje, dia 12/11, ocorreram três tremores na cordilheira meso-oceânica a aproximadamente 1.200 km SSW de Santa Cruz das Flores, arquipélago dos Açores, com epicentros muito próximos. O sismo de maior magnitude ocorreu às 15:59 UTC e atingiu magnitude 5.1.
    Próximo à costa brasileira o último evento da dorsal ocorreu no dia 04/11 às 14:39 UTC, teve magnitude 5.0 e epicentro localizado a aproximadamente 1.340 km a NNE de São Luís. Esse evento não havia sido reportado anteriormente no blog.
    O mapa de localização epicentral está na Figura 1.

Figura 1. Mapa de localização epicentral. Na figura são mostrados todos os eventos de magnitude acima de 4.5 que ocorreram nos últimos 30 dias.  O epicentro do sismo de hoje de magnitude 5.1 está simbolizado pela bola laranja. O epicentro do sismo do dia 04/11 está simbolizado pela bola azul claro.
Fonte: LabSis/UFRN; USGS
Joaquim Ferreira

Seminário LabSis de 13/11/2013

    Amanhã, 13/11, às 16:30 h, no auditório do Módulo Reuni do Departamento de Geofísica, será apresentado o décimo seminário do ciclo de seminários LabSis 2013. O palestrante será o doutorando Marcos Augusto Lima da Luz (PPGG/UFRN).

TítuloDeterminação da estrutura crustal e Litosférica da América do Sul através da inversão conjunta de anomalias gravimétricas de satélite e de dispersão de ondas sísmicas 

Resumo:
    A América do Sul é um continente tectonicamente complexo e tem sua estrutura crustal e litosférica amplamente estudada através dos métodos geofísicos, em particular os métodos sismológicos e gravimétricos. Em grande parte do continente Americano ainda há desigualdades na cobertura de dados geofísicos e como consequência disso as variações na espessura crustal possuem pouca resolução nessas regiões. Os modelos sismológicos são baseados em grande parte, em conjunto de dados recolhidos de redes distribuídas desigualmente pela América do Sul, o que resulta em uma grande variação lateral na resolução entre as porções bem e mal resolvidas do continente, a aplicabilidade dos dados gravimétricos de satélites é usada para modelar a espessura crustal em áreas onde não há cobertura de dados sismológicos.
    Modelos derivados de dados de satélite podem fornecer boa restrição na espessura crustal, especialmente em áreas onde os modelos globais da estrutura crustal tem limitações em termos de caminhos de ondas. Com o intuito de preencher as lacunas deixadas pela aplicação dos métodos sismológicos e gravimétricos separadamente, e comparar os modelos de espessuras crustal, proponho implementar e aplicar um método para a inversão conjunta de velocidade de grupo de ondas de superfície e observações de anomalias gravimétricas. Sabendo-se que as medidas de dispersão de ondas de superfície são sensíveis à velocidade das ondas sísmicas de cisalhamento (onda S), e que as medições de gravidade fornecem restrições sobre variações de densidade da rocha, combinarei a dispersão de ondas de superfície e observações gravimétricas em uma única inversão, objetivando a obtenção de um modelo de velocidade-densidade tridimensional da onda (S) auto-consistente com o aumento da resolução de estruturas geológicas rasas. Proponho também, aplicar o método de inversão conjunta para investigar a estrutura da crosta e do manto superior. 

Fonte: LabSis/UFRN
Marcos Luz, Jordi Julià, Rodrigo Pessoa, Joaquim Ferreira

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Visitas e instalação de rede sismográfica em Pedra Preta-RN

    Desde o dia 25/10, quando a atual fase da atividade sísmica começou, a equipe do LabSis/UFRN fez várias visitas à região, conversando com a população e autoridades, observando os efeitos dos tremores, bem como trabalhando na parte instrumental. 
    No dia 06/11/2013 os técnicos Eduardo Menezes e Suélio Carolino percorreram a área mais próxima do epicentro para verificar, novamente, os efeitos dos tremores e levantar possíveis locais para instalação de mais estações sismográficas na região.
    Próximo à área epicentral as localidades de Baixa da Beleza e Toco Preto foram as mais afetadas.  Nelas puderam ser observadas rachaduras e trincas nas paredes das casas assim como deslocamento de telhas.
    Na Figura 1, pode ser visto um caso de rachaduras em paredes.

Figura 1. Rachadura em parede. Baixa da Beleza, Pedra Preta.
    Um dos maiores perigos para a população é o deslocamento de telhas. Apesar das recomendações feitas pelo LabSis em 2010/11 muitos dos telhados da região ainda continuam sem a ripa intermediária. Um exemplo disso pode ser visto na Figura 2.

Figura 2. Telhas deslocadas. Baixa da Beleza, Pedra Preta. Pode-se ver a falta da ripa intermediária.
     A falta da ripa intermediária faz com que, ao se mover, falte apoio para a telha e esta pode cair na cabeça das pessoas, podendo causar sérios ferimentos, principalmente em crianças.
    Relatos feitos pelos moradores demonstram a apreensão face ao fenômeno, principalmente quando ocorre uma sequencia seguida de tremores. Moradores estão dormindo fora de suas residências, em alpendres e também debaixo de árvores. Um morador relatou que está dormindo em cima de um caminhão pois o medo dos tremores não o deixa dormir dentro de casa.
    Entre os dias 08 e 10/11 foram instaladas, pelos técnicos Eduardo Menezes e Suélio Carolino, mais 4 estações sismográficas na região. O objetivo inicial das novas estações é verificar se a área epicentral ainda é a mesma que no período em que ela foi estudada anteriormente (2010/11) após a ocorrência dos vários sismos de magnitude acima de 3.0.
    
Fonte: LabSis/UFRN; RSISNE; INCT-ET, USGS
Joaquim Ferreira, Eduardo Menezes, Suélio Carolino

Novo tremor em Pedra Preta-RN em 10/11/2013 (hora local)

    Depois de vários dias sem disparar, o sensor de tremores da estação de Riachuelo disparou novamente. O evento ocorreu às 00:49 do dia 11/11 UTC (21:49 do dia 10/11, hora local) e teve magnitude 1.6. 
    O mapa de localização epicentral está mostrado na Figura 1.

Figura 1. Mapa de localização epicentral. O epicentro está representado pela estrela vermelha. Os triângulos representam as estações RCBR (em vermelho) e ACCP (azul).
    O registro desse evento na estação RCBR é mostrado na Figura 2.

Figura 2. Registro do evento na estação RCBR.
    Como foi dito anteriormente, a atividade sísmica em Pedra Preta teve uma pausa, considerando somente os tremores registrados por RCBR. Na estação ACCP continuam sendo registrados microtremores, embora em menor quantidade. Como sempre afirmamos, é impossível prever como a atividade sísmica em Pedra Preta vai evoluir pois essa pausa pode significar tanto o início de um período de baixa atividade sísmica quanto um período de acumulação de energia que precede um evento de maior magnitude. 

Fonte: LabSis/UFRN; RSISNE; INCT-ET, USGS
Joaquim Ferreira

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Seminário LabSis de 06/11/2013

    Hoje, 06/11, às 16:30 h, no auditório do Módulo REUNI do Departamento de Geofísica, acontece o nono seminário do ciclo do Labsis 2013. O palestrante será o professor Dr Jordi Julià Casas (PPGG/UFRN).


TítuloA espessura crustal da América do Sul: Sismologia e gravimetria de satélite

Resumo:
    Neste seminário será apresentada uma revisão de três modelos de espessura crustal para o continente sul-americano publicados em 2013. Os modelos estão baseados em dados sismológicos e gravimétricos e incluem: (i) uma interpolação matemática (natural-neighbor gridding) de 889 perfis 1D de velocidade, baseada em uma compilação de levantamentos de sísmica de refração, funções de receptor, ondas de superfície e tomografia local, (ii) uma inversão simultânea de dispersão de ondas de superfície e formas de onda, com 920 vínculos pontuais para a espessura crustal obtidos de uma compilação independente de levantamentos de sísmica de refração, funções de receptor e levantamentos gravimétricos, e (iii) uma modelação tipo Parker-Oldenburg de anomalias de Bouguer obtidas através de medidas gradiométricas durante a missão espacial GOCE (Gravity Field and Ocean Circulation Explorer). Os três modelos são consistentes para variações com comprimentos de onda grandes, mostrando uma espessura de até 65 km para a região do Altiplano Boliviano, uma espessura de uns 40 km para o escudo brasileiro – incluindo a bacia do Paraná - e norte da Venezuela, e uma faixa de crosta mais fina de uns 30 km de espessura para o “foreland” andino. Os modelos apresentados têm diferenças significativas quando comparados com a porção sul-americana do modelo de espessura de crosta global CRUST2.0 (http://igppweb.ucsd.edu/~gabi/crust2.html), representando assim uma melhora importante em nossa compreensão da estrutura crustal do continente. 


Figura 1: Comparação entre estimativas do modelo gravimétrico e dados pontuais da espessura crustal a América do Sul. As diferençãs (escala de cores) são definidas em referência as estimativas de espessura crustal do modelo gravimétrico.



Fonte: LabSis/UFRN
Jordi Julià, Rodrigo Pessoa.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Sequência de tremores continua em Pedra Preta

     Uma sequência de quatro eventos com magnitude acima de 2.0 aconteceu hoje (05/11), no município de Pedra Preta/RN, sendo o maior deles o terceiro de magnitude estimada em 3.5. Esse tremor ocorreu às 13h38 (horário local), na já conhecida área sismica de Cabeço Preto, no município de Pedra Preta/RN. Abaixo, na figura 1, pode-se visualizar os eventos.

Figura 1: Últimos eventos ocorridos em Pedra Preta (Registro da estação RCBR)

Fonte: LabSis/UFRN; RSISNE; INCT-ET, USGS
Neymar Pereira, Suélio Carolino, Joaquim Ferreira e Eduardo Menezes.

Monitorando a atividade sísmica em Pedra Preta

O Laboratório Sismológico da UFRN continua acompanhando a atividade sísmica que vem ocorrendo na localidade de Cabeço Preto, em Pedra Preta - RN. Desde que a atividade sísmica foi intensificada, em 24 de outubro passado, já foram registrados mais de 500 eventos, porém a maioria desses são micro tremores não percebidos pela população, sendo apenas registrados pelas estações sismográficas mais próximas.
Do início de novembro até hoje foram registrados 22 eventos com magnitude variando entre 1.6 e 2.7, os quais estão listados na Tabela 1.


Tabela 1 - Lista dos eventos ocorridos a partir de 01/11/2013 com magnitude entre 1.6 e 2.7.
Nas Figuras 1 e 2 são mostrados os registros dos dois últimos eventos, registrados hoje (05/11),  na estação NBPA, localizada em Paraú-RN.
Figura 1 - Registro do evento ocorrido às 04:06 UTC (01:06, hora local) na estação NBPA.
Figura 2 - Registro do evento ocorrido às 05:28 UTC (02:28, hora local) na estação NBPA.
Fonte: LabSis/UFRN; RSISNE; INCT-ET, USGS
Regina Spinelli, Suélio Carolino, Rodrigo Pessoa, Joaquim Ferreira,  Eduardo Menezes.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Novo evento em Pedra Preta

    Agora há pouco, às 11:51 UTC (08:51, hora local) ocorreu mais um tremor de maior intensidade em Pedra Preta. A magnitude preliminar foi calculada em 3.3. O registro diário na estação RCBR é mostrado na Figura 1. Na Figura, 2 é mostrado o registro do evento na estação ACCP, localizada na localidade de Cabeço Preto, em Pedra Preta - RN.

Figura 1. Registro diário da estação RCBR. O evento está em verde.

Figura 2. Registro do evento na estação ACCP.

Fonte: LabSis/UFRN; RSISNE; INCT-ET, USGS
Regina Spinelli, Suélio Carolino Rodrigo Pessoa, Joaquim Ferreira,  Eduardo Menezes,

Ainda sobre a intensa atividade sísmica em Pedra Preta-RN em 31/10/2013

    Complementando as informações postadas ontem, entre aproximadamente as 19:30 e 22:30 (hora local) a estação RCBR detectou automaticamente 11 eventos sendo que seis deles de magnitude acima de 2.5. O evento de maior magnitude ocorreu às 22:56 UTC (19:56, hora local) e teve magnitude 3.5. Esse evento foi seguido pelos demais já relatados.
    Sobre a orientação para as pessoas ficarem fora das residências ela foi dada em função de que, em situações semelhantes, em João Câmara e Palhano-CE essa atividade era seguida de tremores de maior magnitude. Embora isso não tenha ocorrido esse hipótese ainda não está descartada devendo a população se manter em alerta levando sempre em conta que, no caso de ocorrência de um tremor, deve tentar se proteger, principalmente da queda de objetos como telhas, por exemplo.
    Agora pela manhã uma equipe do LabSis vai se deslocar até Pedra Preta.

Fonte: LabSis/UFRN; RSISNE; INCT-ET, USGS
Joaquim Ferreira,  Eduardo Menezes, Suélio Carolino