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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Novo tremor na dorsal meso-oceânica em 12/09/2015

    No dia 12/09, às 22:49 UTC, ocorreu um novo tremor na cordilheira meso-oceânica, desta vez de magnitude 4.6. O epicentro está localizado a aproximadamente 265 km a NW de São Pedro e São Paulo (portanto dentro da Zona Econômica Exclusiva do Brasil de 200 milhas, ou 370 km), a 716 km a NNE de Fernando de Noronha, a 999 km a NNE de São Miguel, a 1.030 km a NNE de Natal  e a 1.080 km a NE de Fortaleza.
     O mapa de localização epicentral está mostrado na Figura 1.

Figura 1. Mapa de localização epicentral. O epicentro do sismo está simbolizado pela estrela vermelha.
Fonte: LabSis/UFRN, USGS
Joaquim Ferreira

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Seminário LabSis de 17/09

    Quinta-feita, dia 17/09, às 16h30, no auditório do Módulo REUNI do Departamento de Geofísica, acontece o terceiro seminário do LabSis, do ciclo de 2015. O palestrante será Diogo Luiz (PPGG - UFRN).

Título: 
Análise de Estrutura Crustal na Faixa Ribeira (entras as Províncias do Cráton São Francisco e da Bacia do Paraná),utilizando Métodos Sismológicos.

Resumo:

O contexto geológico da Área em estudo inclui o Rift Continental do Sudeste do Brasil, coberto por terrenos policí­clicos do sul da Faixa Ribeira. Vinte e quatro estações sismográficas temporárias de banda larga foram instaladas ao longo de três perfis, dois perpendiculares a costa e um paralelo, a distância entre as estações é de 20km. O objetivo principal é determinar a estrutura da crosta e destacar as descontinuidades de velocidade sísmica, a fim de melhor compreender o arcabouço geológico regional. Há um esforço para garantir a qualidade dos dados nas estações temporárias. Os testes com o tempo de chegada da onda P e com o ní­vel de ruí­do ajudaram a localizar alguns erros no banco de dados. O método da Função do Receptor foi aplicado para observar as descontinuidades internas da crosta abaixo de cada estação e, posteriormente, para calcular a profundidade de Moho. Os resultados das Funções do Receptor indicam que Moho diminui a partir do interior do continente para a região costeira, de 40 km para 33 km de profundidade. A velocidade de grupo das ondas Rayleigh são medidas pela correlação cruzada do Ruí­do Ambiental nas estações temporárias e foi utilizada para determinar as estruturas superficiais da crosta terrestre. Os mapas de velocidade de grupo das ondas Rayleigh são consistentes
com a estrutura superficial da crosta terrestre descrita na literatura. Demarcando bem os limites entre a Faixa Ribeira e a Bacia do Paraná e o limite com o Cráton São Francisco.

Palavras-chave: Sismologia, Função do Receptor, Correlação de Ruí­do, Brasil, Sudeste.

Fonte: LabSis/UFRN
Diogo Luiz, Joaquim Ferreira, Jordi Julià, Rodrigo Pessoa. 

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Seminário LabSis de 10/09

     Quinta-feita, dia 10/09, às 16h30, no auditório do Módulo REUNI do Departamento de Geofísica, acontece o segundo seminário do LabSis, do ciclo de 2015. O palestrante será Alessandro Dantas (PPGG - UFRN).

Título: MAPEAMENTO DA ISOTERMA DE CURIE NA BACIA DO PARNAÍBA ESTIMADA ATRAVÉS DA PROFUNDIDADE DA BASE DAS FONTES MAGNÉTICAS.

Resumo: 

Localizada no limite oeste do nordeste brasileiro, a Bacia do Parnaíba é uma bacia intra-cratônica produtora de petróleo. O presente estudo tem como objetivo caracterizar sua estrutura térmica, utilizando dados aeromagnéticos e gravimétricos. Com isso, foi utilizado à técnica de análise espectral em dados magnéticos da bacia, para mapear a profundidade dos corpos magnéticos e assimila-los à profundidade da isoterma de Curie da magnetita, com o interesse de mapear o seu gradiente geotérmico.
Utilizando a técnica da análise espectral, foi possível mapear a Superfície da base das fontes magnéticas (SBFM), superfície que delimita a profundidade na qual ainda ocorre magnetização da magnetita. Na Bacia do Parnaíba a SBFM apresentou profundidades em torno de -20,5 e -28,5 km. Paralelamente para servir como gabarito para a SBFM, foi feita uma inversão dos dados magnéticos utilizando a técnica de inversão do vetor de magnetização (MVI), que demonstrou ser consistente com a SBFM. Além disso, a SBFM se correlaciona positivamente com a profundidade da Moho que foi estimada através de dados gravimétricos do satélite GOCE (Gravity Field and Steady-State Ocean Circulation Explorer).
Supondo que a SBFM coincida com a Isoterma de Curie da Magnetita (ICM), superfície na qual a magnetita ( ) perde as suas propriedades ferromagnéticas, foi possível estimar o gradiente geotérmico. Deste modo, o gradiente geotérmico na bacia apresentou valores entre 19,2 e 26,5 . Pelo gradiente geotérmico foi possível estimar o fluxo térmico na bacia utilizando uma condutividade térmica de 2,69 . Deste modo, foi encontrado um fluxo térmico na bacia variando entre 51,6 e 71,3 , que é consistente com valores encontrados em outros trabalhos de fluxo térmico da América do Sul. Adicionalmente foi possível estimar a espessura da litosfera através de uma relação empírica entre esta e a Isoterma de Curie da Magnetita, encontrando valores entre -65,8 e -89,2 .
Através destas informações, propomos que a estrutura térmica da bacia do Parnaíba está sendo influenciada por uma anomalia térmica profunda. Esta anomalia tem aquecido a litosfera sob a bacia e tem resultado em valores relativamente finos para a espessura litosférica e valores relativamente altos para o fluxo de calor na superfície. A origem desta anomalia não é clara, mas a correlação entre a profundidade de Curie e a topografia da Moho, sugere que processos tectônicos de extensão poderiam ter influenciado na geração da mesma. 


Fonte: LabSis/UFRN
Alessandro Dantas, Joaquim Ferreira, Jordi Julià, Rodrigo Pessoa.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Seminário LabSis de 03/09


     
    Hoje, quinta-feira, dia 03/09, às 16:30 h, no auditório do Módulo REUNI do Departamento de Geofísica, acontece o primeiro seminário do LabSis, do ciclo de 2015. O palestrante será o PhD   Antonio Manuel Molina Aguilera (Instituto Andaluz de Geofísica - Universidad de Granada, Espanha).

Título: Geodynamics under the Betic-Rif arc (western Mediterranean orogeny) constrained from receiver functions

Abstract:
The Betic-Rif arc is one of the smallest and tightest orogenic arcs on Earth, formed between the colliding continents of Europe and Africa and located in the western Mediterranean, its geological evolution exhibits complicated interactions between orogenic processes and widespread extensional tectonics. During the last decades the arc has become an important focus of scientific interest, numerous investigations have been developed in the area, resulting in a high-quality information nowdays. Making used of this high-resolution instrumentation and applying Receiver Function method our research group tries to shed some light on the controverted geodynamics of the region mapping crustal and lithospheric thickness.
Fonte: LabSis/UFRN
Antonio Manuel Molina, Joaquim Ferreira, Jordi Julià, Rodrigo Pessoa.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Novos tremores na cordilheira meso-oceânica em 26/08/2015

    Hoje, 26/08, ocorreram dois novos tremores na dorsal. O primeiro evento ocorreu  às 05:11 UTC e teve magnitude 4.9. O segundo evento ocorreu às 05:58 e teve magnitude 5.0. Os epicentros dos eventos foram bastante próximos, não distando mais que 6,5 km. Em relação ao segundo evento, o epicentro está localizado a aproximadamente 807 km a NNW da ilha de Ascensão, a 1.500 km a ESE de São Pedro e São Paulo, a 1.860 km a ENE de Fernando de Noronha e a 2.210 km a ENE de Natal.
    O mapa de localização epicentral é mostrado na Figura 1.

Figura 1. Mapa de localização epicentral. O epicentro dos sismos está simbolizado pela estrela vermelha.  O triângulo vermelho mostra a localização da estação de Riachuelo (RCBR).
    O registro desses eventos pela estação RCBR está mostrado na Figura 2.

Figura 2. Registro dos eventos na estação RCBR. O primeiro evento está registrado dentro do retângulo verde. O segundo evento está registrado dentro do retângulo vermelho.
Fonte: LabSis/UFRN, USGS
Joaquim Ferreira

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Novos tremores na cordilheira meso-oceânica em 08 e 09/08/2015

    Nos dias 08 e 09/08 ocorreram dois novos tremores na dorsal. O primeiro evento ocorreu no dia 08/08 às 21:15 UTC e teve magnitude 5.0. O segundo evento ocorreu no dia 09/08 às 02:39 e teve magnitude 5.1. Os epicentros dos eventos foram bastante próximos, não distando mais que 5 km. Em relação ao segundo evento, o epicentro está localizado a aproximadamente 665 km ao sul da ilha de Ascensão, a 2.340 km a ESE de Recife e a 2.610 km a E de Salvador.
    O mapa de localização epicentral é mostrado na Figura 1.

Figura 1. Mapa de localização epicentral. O epicentro dos sismos está simbolizado pela estrela vermelha.  O triângulo vermelho mostra a localização da estação de Riachuelo (RCBR).
    O registro dos eventos na estação RCBR é mostrado na Figura 2.

Figura 2. Registro dos eventos na estação RCBR. O primeiro evento está registrado dentro do retângulo verde. O segundo evento está registrado dentro do retângulo vermelho.
Fonte: LabSis/UFRN, USGS
Joaquim Ferreira

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Novo tremor na dorsal meso-oceânica em 06/08/2015

    Ontem, 06/08, às 21:36 UTC, ocorreu um novo tremor na cordilheira meso-oceânica, desta vez de magnitude 5.1. O epicentro está localizado a aproximadamente 97 km a E de São Pedro e São Paulo (portanto dentro da Zona Econômica Exclusiva do Brasil de 200 milhas, ou 370 km, e é possível que o tremor tenha sido sentido lá), a 671 km a NE de Fernando de Noronha, a 1.020 km a NE de Touros, a 1.041 km a NE de Natal  e a 1.225 km a ENE de Fortaleza.
    O mapa de localização epicentral está mostrado na Figura 1.

Figura 1. Mapa de localização epicentral. O epicentro do sismo está simbolizado pela estrela vermelha.  O triângulo vermelho mostra a localização da estação de Riachuelo (RCBR).
    O registro desse evento pela estação RCBR é mostrado na Figura 2.

Figura 2. Registro do evento na estação RCBR.
Fonte: LabSis/UFRN, USGS
Joaquim Ferreira