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terça-feira, 25 de outubro de 2016

Novo tremor no Ceará em 24/10/2016

    Ontem, 24/10, ocorreu um novo tremor no Ceará, na região de Iguatu e Orós. O evento ocorreu às 20:51 UTC (17:51, hora local), e teve magnitude preliminar estimada em 3.0. Desde ontem o técnico Eduardo Menezes está em contato com a Defesa Civil do Ceará e autoridades locais.
    Foi feito um levantamento macrossísmico por Francisco Brandão, da Defesa Civil do Ceará e constatou-se que o evento foi sentido em diversas localidades dos municípios de Orós, Iguatu e Icó, tendo sido observado com maior intensidade próximo à divida dos municípios de Orós e Iguatu.
    O mapa de localização epicentral está mostrado na Figura 1.

Figura 1. Mapa de localização epicentral. O epicentro está simbolizado pela estrela vermelha. O triângulo vermelho denota a estação de Pau dos Ferros (PFBR).
    O registro do evento na estação PFBR está mostrado na Figura 2.

Figura 2Registro do evento na estação PFBR.
    Esta atividade sísmica está ocorrendo numa região onde normalmente não são observados tremores de terra e, como sempre acontece, é impossível saber como essa atividade sísmica vai evoluir.
    No próximo dia 26/10 (amanhã), o técnico Eduardo Menezes estará na região.

Fonte: LabSis/UFRN; RSISNE; INCT-ET
Joaquim Ferreira, Eduardo Menezes e Guilherme Sampaio

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Novos tremores em Pedra Preta-RN em 09/10/2016

    Depois de um período de calmaria a atividade sísmica voltou  em Pedra Preta-RN no dia 09/10. Nesse dia ocorreram dois eventos acima do limiar de percepção (1.5). O primeiro evento ocorreu às 12:03 UTC (09:03, hora local) e teve magnitude 1.9. O segundo tremor ocorreu  às 18:46 UTC (15:46, hora local) e teve magnitude 1.7. 
    Um mapa de localização epicentral está mostrado na Figura 1.

Figura 1. Mapa de localização epicentral. O epicentro está simbolizado pela estrela vermelha. Os triângulos denotam as estações de Riachuelo (RCBR) e Cabeço Preto (ACCP). Em destaque, a área do município de Pedra Preta.
O registro do evento de magnitude 1.9 na estação RCBR está mostrado na Figura 2.

Figura 2. Registro do evento na estação RCBR.
    Como costumamos afirmar, é impossível saber como será a evolução da sismicidade nos próximos dias.

Fonte: LabSis/UFRN; RSISNE; INCT-ET
Joaquim Ferreira

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Seminário LabSis de 06/10/2016

    Dando continuidade a série de seminários de 2016, nesta quinta-feira, dia 06/10, às 15:30h, no auditório do Módulo REUNI do Departamento de Geofísica, será proferido o oitavo seminário do LabSis, do ciclo de 2016. O evento contará com duas palestras de duas alunas de Iniciação Científica do Departamento de Geofísica: Victória Cedraz e Maria Rayla dos Santos.


Palestra 1
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RESPOSTA DE REFLEXÃO DA BACIA DO PARNAÍBA A PARTIR DE AUTOCORRELAÇÕES DE RUÍDO AMBIENTE

Victória Cedraz

A interferometria de onda refletida conta com o registro de sinais sísmicos transientes de campos de onda randomicos localizados abaixo das estações de gravação. Considerando uma incidência vertical, os registros contem a resposta de transmissão completa, o que inclui a onda direta e tambem reverberações múltiplas causadas pelas descontinuidades sísmicas localizadas entre os campos de onda e o receptor. Tem sido mostrado que, levando em conta estas premissas, a resposta da reflexão de um meio pode ser recuperada através da autocorrelaçao da resposta transmitida em um dado receptor, como se os campos de onda tivessem se originado na superfície livre. Esta abordagem passiva para perfis de reflexão sísmica apresenta uma obvia vantagem por ser uma técnica não invasiva e de baixo custo, quando comparada a fontes ativas. Esta abordagem tem sido utilizada de forma bem sucedida em outras bacias sedimentares em outras partes do globo. Neste trabalho estaremos avaliando a habilidade de recuperar a resposta de reflexão a partir de autocorrelações de ruído sísmico ambiente registrados na bacia do Parnaíba. O conjunto de dados foi adquirido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte entre 2015 e 2016 pelo Projeto Bacia do Parnaíba (PABIP), uma iniciativa multidisciplinar e multi institucional desenvolvida pela BP Energy do Brasil destinada a aprimorar o nosso entendimento atual sobre a arquitetura da bacia cratônica em questão. O conjunto de dados consiste em cerca de um ano de dados contínuos, adquirido por dez estações de três componentes de curto período localizadas na porção central da bacia. As estações foram alocadas onde foi realizado um perfil de reflexão sismica com fonte ativa em 2012, formando um arranjo linear de aproximadamente 100 km em abertura e 10 km de espaçamento entre as estações. Para desenvolver as autocorrelações de uma dada estação, consideramos apenas a componente vertical, o que seria resultado em uma resposta de onda P. Os registros verticais foram primeiro separados em janelas de 1 hora, removendo a media, a tendência, refazendo a amostragem e filtrando os dados em uma faixa de frequência de 3 a 12 Hz antes de executar a autocorrelaçao, para que estas fossem empilhadas com phase-weighting para melhorar a coerência do sinal recuperado. Esperamos ser capazes de estimar a espessura sedimentar e profundidades das principais unidades estratigráficas que constituem o preenchimento da bacia a partir das autocorrelaçoes. Comparações com as respostas de reflexão obtidas utilizando fontes ativas serão a chave para avaliar o sucesso desta abordagem passiva.

Palestra 2
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ELABORAÇÃO DE UM CATÁLOGO SÍSIMICO PARA A REGIÃO NORDESTE (2011)

Maria Rayla dos Santos

Sendo  o  Nordeste  do  Brasil  uma  das  principais  áreas  sísmicas  do  país,  este  trabalho visa identificar e  localizar terremotos locais desta região no registro do ano de 2011 nas estações da Rede Sismográfica do Nordeste. A identificação de eventos sísmicos foi  desenvolvida  usando o software SEISAN (http://seisan.info) e  análise  visual. A localização  foi  obtida  a  partir  da  picagem  dos  tempos  de  percurso  de  onda  P e  S  nos eventos identificados e um modelo de Terra global. Já para avaliar o “tamanho” dos sismos  foi utilizada a  magnitude  local de Richter (1935) com constantes corrigidas por Hutton e Boore (1987), sendo necessário a medição da amplitude máxima no sismograma. Foram identificados 283 eventos locais no período de 17/05/2011 a 16/12/2011, dos quais 60 foram localizados. Em razão da quantidade de ruído presente nos sismogramas foram inclusos no catálogo sísmico apenas eventos locais com picagem em, no mínimo, quatro estações. Nos  resultados  destacaram-se  a  recorrência  de  sismicidade  em  Cascavel, Pacajus e Palhano, no Ceará, João Câmara e próximo ao reservatório Açu, no Rio Grande do  Norte,  e  Caruaru, em  Pernambuco.  Também  em  Pernambuco,  revelou-se  uma  nova atividade sísmica na porção ocidental do Lineamento Pernambuco, que atravessa o estado na direção leste-oeste. 


Fonte: LabSis/UFRN
Jordi Julià, Maria Rayla, Victória Cedraz.