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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Novos tremores em Pedra Preta-RN em 29/12/2014

    Ontem, dia 29/12, ocorreram dois novos tremores em Pedra Preta acima do limiar de percepção (1.5). O primeiro evento ocorreu às 15:47 UTC (12:47, hora local) e teve magnitude 1.8. O segundo evento ocorreu às 17:39 UTC (14:39, hora local) e teve magnitude 1.9. Os epicentros desses tremores estão bastante próximos e estão a aproximadamente 12 km a SSE de Jandaíra e a 14 km a NNE de Pedra Preta.
     O mapa de localização epicentral está na Figura 1.

Figura 1. Mapa de localização epicentral. Os epicentros dos eventos estão representados pelas estrelas verde (primeiro evento) e vermelha (segundo evento).  Os triângulos representam as estações RCBR (em vermelho) e ACCP (azul). Em destaque os limites do município de Pedra Preta.
    O registro do evento de magnitude 1.9, na estação de Riachuelo (RCBR), está mostrado na Figura 2.

Figura 2. Registro do evento de magnitude 1.9 em RCBR.
    O último evento acima do limiar de percepção foi registrado no dia 18/10 e teve magnitude 2.3. Embora a atividade sísmica tenha diminuído nos últimos meses ela ainda persiste após 4 anos de seu início, em dezembro de 2010. Mais uma vez reafirmamos que não é possível prever a evolução da atividade sísmica em Pedra Preta.

Fonte: LabSis/UFRN; RSISNE; INCT-ET
Joaquim Ferreira, Eduardo Menezes

Novo tremor na cordilheira meso-oceânica em 27/12/2014

    Sábado,  27/12, às 22:31 UTC, ocorreu um novo tremor na dorsal meso-oceânica desta vez de magnitude 5.2. O epicentro do tremor está localizado a aproximadamente 975 km a ESE de São Pedro e São Paulo,   a 1.071 km a NW de Ascensão, a 1.350 km  a ENE de Fernando de Noronha, a 1.710 km a ENE de Natal e a 1.770 km a ENE de Recife.
    O mapa de localização epicentral está na Figura 1.

Figura 1. Mapa de localização epicentral. O epicentro do sismo está simbolizado pela estrela vermelha.
Fonte: LabSis/UFRN, USGS
Joaquim Ferreira

domingo, 14 de dezembro de 2014

Novo tremor na cordilheira meso-oceânica em 10/12/2014

    Antes dos dados do evento uma pequena história. Na manhã do dia 10, olhando o registro de 24 h da estação RCBR, me deparei com um evento semelhante ao evento da cadeia meso-oceânica do dia anterior (Figura2).  Procurei então saber se os parâmetros do mesmo haviam sido calculados pelo USGS. Nada. Pelo EMSC. Nada. Pelo IAG/USP. Nada.
    Escrevi então para meu amigo José Roberto Barbosa, experiente analista do IAG/USP, para que ele me ajudasse a esclarecer esse mistério. Finalmente a resposta foi postada no site do IAG ( http://www.moho.iag.usp.br/portal/events/usp2014ydbo) e minha conjectura foi confirmada.
    O tremor ocorreu no dia 10 às 05:03 UTC e teve magnitude 4.2. O epicentro foi localizado a aproximadamente 100 km a E de São Pedro e São Paulo (portanto, bem mais próximo que o evento do dia 09, e dentro, também, da zona econômica exclusiva do Brasil).  A distância do evento para outras localidades foi de aproximadamente 680 km a NE de Fernando de Noronha, 1.020 km a NE de Touros, 1.050 km a NE de Natal e a 1.230 km a ENE de Fortaleza.
    O mapa de localização do evento está na Figura 1.


Figura 1. Mapa de localização epicentral. O epicentro do sismo está simbolizado pela estrela vermelha. O triângulo vermelho indica a localização da estação de Riachuelo (RCBR).
    O registro do evento na estação RCBR está na Figura 2.


Figura 2. Sismograma de 24h da estação RCBR. O registro do evento está dentro do retângulo vermelho. Dentro do retângulo verde, acima, está o evento do dia 09/12.
Fonte: LabSis/UFRN, IAG/USP
Joaquim Ferreira

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Novo tremor sentido em Paramoti-CE em 07/12/2014

    Fomos informados por Alternam Gomes, de Paramoti, de que um tremor de terra havia sido sentido na cidade no domingo pela manhã.
    Temos uma estação em operação na cidade (PABR) mas, por problemas técnicos, não tivemos acesso a ela via internet. A partir dos registros da estação de Morrinhos (NBMO) o técnico Eduardo Menezes pôde constatar que, de fato, esse tremor ocorreu e teve magnitude preliminar estimada em 2.0. A hora do evento foi 14:39 UTC (11:39, hora local).
    O registro do evento em NBMO está mostrado na Figura 1.

Figura 1. Registro do evento na estação NBMO.
Fonte: LabSis/UFRN; RSISNE; INCT-ET
Eduardo Menezes, Joaquim Ferreira

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Novo tremor na cordilheira meso-oceânica em 09/12/2014

     Hoje,  09/12, às 07:34 UTC, ocorreu um novo tremor na dorsal meso-oceânica desta vez de magnitude 4.8. O epicentro do tremor está localizado a aproximadamente 210 km a NW de São Pedro e São Paulo,   a 705 km  a NNE de Fernando de Noronha, a 1.030 km a NNE de Natal e a 1.110 km a NE de Fortaleza. Dada a distância a São Pedro e São Paulo, menor que 200 milhas (370 km) esse evento ocorreu na zona econômica exclusiva do Brasil.
    O mapa de localização epicentral está na Figura 1.

Figura 1. Mapa de localização epicentral. O epicentro do sismo está simbolizado pela estrela vermelha. O triângulo vermelho indica a localização da estação de Riachuelo (RCBR).
    O registro do evento na estação RCBR é mostrado na Figura 2.

Figura 2. Sismograma de 24h da estação RCBR. O registro do evento está dentro do retângulo vermelho.
Fonte: LabSis/UFRN, USGS
Joaquim Ferreira

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Seminário LabSis de 04/12/2014

    Hoje, quinta-feira, dia 04/12, às 15:30 h, no auditório do Módulo REUNI do Departamento de Geofísica, acontece o décimo segundo e último seminário do LabSis, do ciclo de 2014. O palestrante será o doutorando Paulo Henrique Oliveira. 

Título:  
SISMICIDADE E ESFORÇOS TECTÔNICOS NA REGIÃO NOROESTE DO CEARÁ

Resumo:

    A porção noroeste do estado do Ceará é uma das principais regiões com sismicidade ativa dentro da Província Borborema. Apesar de existir relato de um abalo sísmico ocorrido em 1810, na cidade de Granja, somente a partir de 1988 foi possível estudar a sismicidade da região instrumentalmente.
A partir de janeiro de 2008, a atividade sísmica na região aumentou consideravelmente. Em junho de 2008 foi instalada uma rede sismográfica com 11 estações digitais na serra da Meruoca (incluindo a estação SBBR, ativa na região desde agosto de 2007) e em 2009, outra rede foi instalada na cidade de Santana do Acaraú, com até 7 estações digitais. Os resultados que serão mostrados foram obtidos através da análise dos dados registrados nessas duas redes, principalmente.
    As áreas epicentrais estão localizadas nas proximidades da parte nordeste do Lineamento Transbrasiliano, uma zona de cisalhamento com trend NE-SW que corta a região de estudo. Os hipocentros estão localizados entre 1 km e 8 km abaixo da crosta, que possui aproximadamente 33,5 km de espessura, sob as redes de estações. Os mecanismos focais encontrados foram do tipo transcorrente, os quais predominam na Província Borborema.
    Foi realizada uma integração entre dados sismológicos, geológicos e aeromagnéticos com o auxílio de pesquisadores de outras universidades. Além disso, foi atualizado a direção do  SHmax (esforço máximo) na região com uma inversão de sete mecanismos focais espalhados pela região e usamos as direções dos falhamentos sismogênicos, obtidos através dos mecanismos focais, para auxiliar na determinação da direção do esforço.
    Estudos anteriores mostraram que a direção do SHmax na região nordese do Brasil tem direção paralela à costa e extensão N-S, perpendicular à costa (Assumpção, 1992; Ferreira et al., 1998).

Fonte: LabSis/UFRN
Paulo Henrique Oliveira, Jordi Julià,  Joaquim Ferreira

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Seminário LabSis de 20/11/2014

    Hoje, quinta-feira, dia 20/11, às 15:30 h, no auditório do Módulo REUNI do Departamento de Geofísica, acontece o décimo primeiro seminário do LabSis, do ciclo de 2014. O palestrante será o Dr. Peter Bormann, pesquisador visitante do LabSis, sismólogo renomado que por muitos anos trabalhou no GFZ German Research Centre e foi o editor do New Manual of Seismological Practice, do IASPEI (International Association of Seismology and Physics of Earth Interior). 

Título:  History and Future of Seismology

Resumo:



    The talk spans the time from 1831 BC, when Chinese chronicles report about the „Shaking of the Taishan Mountain“ in the Province of Shantung, up to our times and current dreams. The lecture highlights the tremendous conceptual influence of the great Greek naturalists, philosophers and geographers. Their ideas dominated the way of thinking about the nature of earthquakes for almost 2000 years. Only with the period of Enlightenment, since about the 17h century, begins a rapid and complex development. It is driven by pioneering innovative new concepts. They have been developed by mathematicians and physicists working in the fields of theoretical mechanics and later also electrodynamics, by geologist and some 200 to 100 years later also by mechanical engineers, instrument developers and first geophysicists.
    Of crucial importance for the progress of seismology has been the development of international border-crossing cooperation in monitoring and data exchange since the turn from the 19th to the 20th century, the introduction of electrodynamic sensors since the early 20th century, the booming of analog seismology after WWII, driven both by devastating earthquake disasters as well as the demands of the nuclear test-ban control communities of the atomic powers. Crucial impact had the great international cooperative research projects such as the international Geophysical Year (1957-59), the Upper Mantle Project (1960-70), the Geodynamic Project (IGP, 1980-90), the United Nations International Decade for Natural Disaster Reduction (IDNDR, 1990-1999) and the Global Seismic Hazard Assessment Project (GSHAP, 1990-2000). But the largest influence, as in many other fields of applied science, had the digital revolution since the mid-1970s with the rapid advancement of broadband, high-dynamic range, miniaturized and new principles of sensors as well as of the global reach of near-real-time data transmission and processing technologies. The resulting flood of data necessitated increased automated data analysis, the calculation of myriads of model solutions, but often at the expense of data quality, complex problem understanding, lack of really new ideas and deeper insights. Although the precision of model-based solutions has steadily been increased this  is not equally the case with respect to the accuracy of our  knowledge in terms of “ground truth”. We should discuss the consequences and perspectives of such a development.


Fonte: LabSis/UFRN
Peter Bormann, Jordi Julià, Rodrigo Pessoa, Joaquim Ferreira

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Tremor de terra em Coreaú-CE em 16/11/2014

    Ontem, 16/11, fomos informados pelo Sub-tenente Marcos Costa e pelo Sr. Nogueira, da Defesa Civil de Sobral, de que tremores de terra tinham sido sentidos na região de Sobral, em particular no distrito do Jordão. Outras informações que nos chegaram indicavam que um tremor de terra tinha sido sentido no município de Coreaú na madrugada do dia 16. 
    As primeiras análises dos dados foram feitas ontem mesmo pelo técnico Eduardo Menezes que verificou que havia ocorrido um evento no dia 16/11, às 05:17 UTC (02:17 hora local) e,  para sua surpresa,  foi bem registrado por várias das estações operadas pela UFRN no NE do Brasil, inclusive RCBR, a mais de 550 km de Sobral. 
    Uma análise mais acurada dos dados concluiu que o epicentro está localizado no município de Coreaú, a aproximadamente 8 km ao sul da cidade, e a magnitude do evento foi 2.9.
    O mapa de localização epicentral encontra-se na Figura 1.

Figura 1. Mapa de localização epicentral. O epicentro do sismo está simbolizado pela estrela vermelha. O triângulo vermelho indica a localização da estação de Sobral (SBBR). Em destaque (azul escuro), o limite do município de Coreaú.
    O registro do evento na estação SBBR é mostrado na Figura 2.

Figura 2. Registro do evento na estação SBBR.
Fonte: LabSis/UFRN; RSISNE; INCT-ET
Joaquim Ferreira, Eduardo Menezes, Regina Spinelli

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Seminário LabSis de 13/11/2014

    Hoje, quinta-feira, dia 13/11, às 15:30 h, no auditório do Módulo REUNI do Departamento de Geofísica, acontece o décimo seminário do LabSis, do ciclo de 2014. O palestrante será o mestrando Odmaksuel Dantas. 

Título:  Determinação de Estrutura de Subsuperfície num Campo de Petróleo Utilizando Ruído Sísmico Ambiente

Resumo:


    Para explorar reservatórios não convencionais como o shale-gas, com baixa permeabilidade, ou melhorar a produção de campos ditos maduros, o uso do fraturamento hidráulico para estimulação do reservatório tem crescido a cada ano na indústria do petróleo. Devido à injeção de fluidos pelo processo, ocorrem mudanças físicas no reservatório que precisam ser monitoradas para melhorar os procedimentos de campo e então maximizar a produção. O monitoramento microssísmico provou ser uma ferramenta bastante valiosa para compreender os processos subterrâneos causados pela utilização do fraturamento hidráulico (Warpinski H., 2009). 


    Por sua vez, os registros microssísmicos obtidos pelo monitoramento, necessitam de técnicas especiais e sofisticadas de análise e processamento, que permitam extrair o máximo de informação possível sobre a zona afetada no reservatório. A Interferometria de ruído ambiente (ANSI) tem sido proposta para análise de registros ruidosos e pode ajudar no caso. A técnica consiste em extrair a função de Green, ou seja, em realizar a correlação cruzada de pares de registros de receptores de ruído sísmico simulando um par fonte-receptor virtual (redatum trace) (Schuster, 2009) para medir o grau de similaridade entre dois registros. Suas vantagens são o fato de ser uma técnica não-invasiva e de não necessitar de uma fonte conhecida, além do baixo custo relativo. Em particular, no monitoramento das operações de hidrofraturamento, as diversas fontes de ruído (bomba, tráfego de pessoas e veículos) dificultam a visualização nos registros dos sinais gerados pela fonte sísmica. A Interferometria é utilizada para extrair a parte coerente do registro ruidoso associada com uma fonte pontual como um microssismo (Eisner et al., 2008). Dessa forma, utilizando-se o “ruído” sísmico ambiente podem-se determinar as estruturas e as velocidades da subsuperfície num campo de petróleo.
    Nesta palestra será apresentado o plano de trabalho do palestrante, abordando a técnica de Interferometria sísmica.


Fonte: LabSis/UFRN
Odmaksuel Dantas, Jordi Julià, Rodrigo Pessoa, Joaquim Ferreira

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Novo tremor na cordilheira meso-oceânica em 03/11/2014

     Hoje,  03/11, às 08:27 UTC, ocorreu um novo tremor na dorsal meso-oceânica desta vez de magnitude 5.1. O epicentro do tremor está localizado a aproximadamente 560 km a NW de São Pedro e São Paulo,   a 960 km  a N de Fernando de Noronha, a 1.150 km a NE de Fortaleza, a 1.200 km a NE de Acaraú e a 1.210 km a NNE de Natal.
    O mapa de localização epicentral está na Figura 1.

Figura 1. Mapa de localização epicentral. O epicentro do sismo está simbolizado pela estrela vermelha.
Fonte: LabSis/UFRN, USGS
Joaquim Ferreira

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Novo tremor na cordilheira meso-oceânica em 22/10/2014

    No dia 22/10, às 21:56 UTC ocorreu um novo tremor na dorsal meso-oceânica desta vez de magnitude 5.3. O epicentro do tremor está localizado a aproximadamente 1.371 km a NE de Caiena (Guiana Francesa),  a 1.850 km  a NNE de Belém, a 1.930 km a N de São Luís, a 2.160 km a NNW de Fortaleza e a 2.300 km a NW de São Pedro e São Paulo.
    O mapa de localização epicentral está na Figura 1.

Figura 1. Mapa de localização epicentral. O epicentro do sismo está simbolizado pela estrela vermelha. O triângulo vermelho indica a localização da estação de Riachuelo (RCBR).
    O registro do evento na estação RCBR é mostrado na Figura 2.

Figura 2. Sismograma de 24h da estação RCBR. O registro do evento está dentro do retângulo vermelho.
Fonte: LabSis/UFRN, USGS
Joaquim Ferreira

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Novo tremor na cordilheira meso-oceânica em 21/10/2014

    Ontem, 21/10, às 23:11 UTC ocorreu um novo tremor na dorsal meso-oceânica desta vez de magnitude 5.0. O epicentro do tremor está localizado a aproximadamente 414 km a S da ilha de Ascensão,  a 2.170 km  a SE de São Pedro e São Paulo,  a 2.180 km a ESE de Fernando de Noronha, a 2.300 km a ESE de Recife e a 2.400 km a ESE de Natal.
    O mapa de localização epicentral está na Figura 1.

Figura 1. Mapa de localização epicentral. O epicentro do sismo está simbolizado pela estrela vermelha. O triângulo vermelho indica a localização da estação de Riachuelo (RCBR).
     O registro do evento na estação RCBR é mostrado na Figura 2.

Figura 2. Sismograma de 24h da estação RCBR. O registro do evento está dentro do retângulo vermelho.
Fonte: LabSis/UFRN, USGS
Joaquim Ferreira

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Novos tremores na cordilheira meso-oceânica em 20/10/2014

    Ontem,  20/10, ocorreram dois novos tremores na cordilheira meso-oceânica. Esses eventos ocorreram no mesmo aglomerada a aproximadamente 1.270 km ao norte da costa cearense. Os horários (UTC) e as magnitudes dos eventos foram: 13:22 - 4.9, 14:53 - 5.1. Dessa forma, já temos 5 eventos ocorrendo com localização muito próxima uma da outra, contando com os eventos do dia 19/10.
    Uma interpretação que vem sendo difundida é que esses eventos estariam ocorrendo nas costas do Ceará e tem sido perguntado qual o efeito dos mesmos no litoral cearense. Isso foi induzido por pessoas que esqueceram o detalhe dos 1.270 km que separam os epicentros do litoral do Ceará e é evidente que, com essa magnitude, nenhum efeito será sentido.
     Como sempre ocorre em sismologia é impossível prever como será a evolução da sismicidade nessa parte da cordilheira meso-oceânica nos próximos dias.
    O mapa de localização epicentral desses eventos está na Figura 1.

Figura 1. Mapa de localização epicentral. Os pequenos círculos amarelos representam os três sismos do dia 19/10. Os círculos laranja sobre indicam os eventos do dia 20/10.
Fonte: LabSis/UFRN, USGS
Joaquim Ferreira

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Novos tremores na cordilheira meso-oceânica em 19/10/2014

     Domingo, 19/10, ocorreram quatro tremores na cordilheira meso-oceânica. Três desses tremores ocorreram em um aglomerado a aproximadamente 1.270 km ao norte da costa cearense. Os horários (UTC) e as magnitudes dos eventos desse aglomerado foram: 19:51 - 4.9, 20:06 - 4.9; 23:56 - 4.8. O evento isolado ocorreu às 22:46 UTC, teve magnitude 4.8, e o epicentro foi localizado a aproximadamente 775 km a NNE da ilha de Ascensão.
    O mapa de localização epicentral desses eventos está na Figura 1.

Figura 1. Mapa de localização epicentral. Os pequenos círculos laranja representam os três sismos do aglomerado ao norte da costa cearense. O pequeno círculo azul representa o evento isolado.
Fonte: LabSis/UFRN, USGS
Joaquim Ferreira

Novo tremor em Pedra Preta-RN em 18/10/2014

    Sábado, dia 18/10, ocorreu um novo tremor em Pedra Preta acima do limiar de percepção (1.5). O evento ocorreu às 14:28 UTC (11:28, hora local) e teve magnitude 2.3. O epicentro desse tremor está a aproximadamente 12 km a SSE de Jandaíra e a 14 km a NNE de Pedra Preta.
     O mapa de localização epicentral está na Figura 1.

Figura 1. Mapa de localização epicentral. O epicentro do evento está representado pela estrela vermelha.  Os triângulos representam as estações RCBR (em vermelho) e ACCP (azul). Em destaque os limites do município de Pedra Preta.
    O registro do evento na estação de Riachuelo (RCBR) está mostrado na Figura 2.

Figura 2. Registro do evento em RCBR.
    O último evento acima do limiar de percepção foi registrado no dia 28/06 e teve magnitude 3.0. Embora a atividade sísmica tenha diminuído nos últimos meses ela ainda persiste após quase 4 anos de seu início, em dezembro de 2010. Mais uma vez reafirmamos que não é possível prever a evolução da atividade sísmica em Pedra Preta.

Fonte: LabSis/UFRN; RSISNE; INCT-ET
Joaquim Ferreira, Eduardo Menezes, Suélio Carolino

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Novo tremor em Taipu-RN em 15/10/2014

    Hoje, dia 15/10, ocorreu um novo tremor em Taipu RN e que foi registrado pelas estações de João Câmara (ACJC), Riachuelo (RCBR) e Taipu (ACTP). O sismo ocorreu  às 05:13 do dia 15/10 (02:13, hora local) e teve magnitude estimada em 2.2. 
    O mapa de localização epicentral encontra-se na Figura 1.

Figura 1. Mapa de localização epicentral. O epicentro está representado pela estrela vermelha. Os triângulos vermelhos indicam a localização das estações de João Câmara (ACJC),  Riachuelo (RCBR) e Taipu (ACTP). Em destaque a área do município de Taipu.
    O registro do evento  na estação RCBR encontra-se na Figura 2.

Figura 2.  Registro do evento na estação RCBR.
    Com o intuito de acompanhar mais de perto a atividade sísmica em Taipu, no dia 09/10, foi instalada a estação de Taipu (ACTP). Uma foto da mesma pode ser vista na Figura 3.

Figura 3. Estação de Taipu (ACTP).
    A atual atividade sísmica em Taipu foi detectada no início do mês de setembro e ainda persiste. Reafirmamos, mais uma vez, que é impossível prognosticar como será sua evolução.

Fonte: LabSis/UFRN; RSISNE; INCT-ET
Joaquim Ferreira, Eduardo Menezes

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Novo tremor na cordilheira meso-oceânica em 12/10/2014

     Domingo, 12/10, às 17:07 UTC ocorreu um novo tremor na dorsal meso-oceânica desta vez de magnitude 5.3. O epicentro do tremor está localizado a aproximadamente 951 km a SW da ilha de Santa Helena,  a 2.950 km  a E de Vitória, a 3.010 km a ESE de Salvador e a 3.220 km a ENE do Rio de Janeiro.
    O mapa de localização epicentral está na Figura 1.

Figura 1. Mapa de localização epicentral. O epicentro do sismo está simbolizado pela estrela vermelha. O triângulo vermelho indica a localização da estação de Riachuelo (RCBR).
    O registro do evento na estação RCBR é mostrado na Figura 2.

Figura 2. Sismograma de 24h da estação RCBR. O registro do evento está dentro do retângulo vermelho.
Fonte: LabSis/UFRN, USGS
Joaquim Ferreira

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Seminário LabSis de 09/10/2014

    Hoje, quinta-feira, dia 09/10, às 15:30 h, no auditório do Módulo REUNI do Departamento de Geofísica, acontece o sexto seminário do LabSis, do ciclo de 2014. O palestrante será o doutorando Flodoaldo Simões. 

Título:  Estimativa dos tempos residuais relativos telessísmicos no Nordeste Brasileiro

Resumo:

    O estudo do manto superior da Terra é importante para a determinação dos regimes tectônicos, a evolução térmica e geológica dos continentes, assim como para a compreensão do estilo de convecção regional. O entendimento de outros fenômenos de importância geológica, como a formação de bacias intracratônicas, o soerguimento de planaltos nos continentes ou a origem do vulcanismo intraplaca, tem precisado da identificação de estruturas anômalas profundas sob os continentes. Propomos a elaboração de um estudo tomográfico do manto superior (litosférico e astenosférico) sob a Província Borborema. A tomografia sísmica de velocidade de onda P, obtidas a partir de tempos residuais telessísmicos,  serão determinadas para várias profundidades visando explorar a estrutura do manto superior para compreender melhor a origem do vulcanismo Cenozóico e o soerguimento do Planalto da Borborema. Nesse seminário serão apresentados os eventos selecionados assim como alguns resultados iniciais obtidos pelo método de correlação cruzada de VanDecar e Crosson (1990).

Fonte: LabSis/UFRN
Flodoaldo Simões, Jordi Julià, Rodrigo Pessoa, Joaquim Ferreira

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Novo tremor em Taipu-RN em 07/10/2014 UTC

    Hoje, dia 07/10, ocorreu um novo tremor em Taipu RN e que foi registrado pelas estações de João Câmara (ACJC) e Riachuelo (RCBR). O sismo ocorreu  às 01:12 do dia 07/10 UTC (22:12, hora local do dia 06/10) e teve magnitude estimada em 2.5. 
    O mapa de localização epicentral encontra-se na Figura 1.

Figura 1. Mapa de localização epicentral. O epicentro está representado pela estrela vermelha. Os triângulos vermelhos indicam a localização das estações de João Câmara (ACJC) e Riachuelo (RCBR). Em destaque a área do município de Taipu.
 O registro do evento  na estação RCBR encontra-se na Figura 2.

Figura 2.  Registro do evento na estação RCBR.
Fonte: LabSis/UFRN; RSISNE; INCT-ET
Joaquim Ferreira, Suélio Carolino, Eduardo Menezes, Regina Spinelli

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Novos tremores em Taipu-RN em 04/10/2014

    No sábado, dia 04/10, ocorreram três novos tremores em Taipu RN que foram registrados pelas estações de João Câmara (ACJC) e Riachuelo (RCBR). Os três sismos ocorreram num intervalo de aproximadamente quatro horas. O primeiro evento ocorreu às 20:47 UTC (17:47, hora local) e teve magnitude estimada em 2.7. Os dois outros eventos foram microtremores, um às 23:12 UTC (20:12, hora local) e 00:57 UTC do dia 05 (21:57, hora local, do dia 04). O primeiro evento foi sentido na região e os dois microtremores, como tais, estão fora do limite de percepção pelas pessoas. 
    Esses eventos ocorreram a aproximadamente 7 km a NNE de Taipu, 26 km a ESE de João Câmara e 48 km do centro da cidade de Natal.
    O mapa de localização epicentral encontra-se na Figura 1.

Figura 1. Mapa de localização epicentral. O epicentro está representado pela estrela vermelha. Os triângulos vermelhos indicam a localização das estações de João Câmara (ACJC) e Riachuelo (RCBR). Em destaque os limites do município de Taipu.
      O registro do evento de magnitude 2.7 na estação RCBR encontra-se na Figura 2.

Figura 2.  Registro do evento de magnitude 2.7 na estação RCBR.
    A atual atividade sísmica em Taipu foi detectada no início do mês de setembro e ainda persiste. Reafirmamos, mais uma vez, que é impossível prognosticar como será sua evolução.

Fonte: LabSis/UFRN; RSISNE; INCT-ET
Joaquim Ferreira, Suélio Carolino, Eduardo Menezes, Regina Spinelli

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Seminário LabSis de 02/10/2014

     Hoje, quinta-feira, dia 02/10, às 15:30 h, no auditório do Módulo REUNI do Departamento de Geofísica, acontece o quarto seminário do LabSis, do ciclo de 2014. A palestrante será a doutoranda Rafaela Dias. 

Título:  Tomografia de velocidade de grupo de onda Rayleigh da Província Borborema, NE do Brasil, a partir de ruído sísmico de ambiente

Resumo:

    O ruído sísmico de ambiente tem sido tradicionalmente considerado como uma perturbação não desejada do ambiente que “contamina” a aquisição de dados de terremotos. Mas ao longo da última década tem sido mostrado que informações coerentes sobre a estrutura do subsolo podem ser extraídas a partir de correlações cruzadas do ruído sísmico de ambiente. Através da correlação cruzada de ruído simultaneamente registrado em duas estações sísmicas, a função de Green empírica para o meio de propagação entre elas pode ser reconstruída. Além disso, para períodos inferiores que 30 s o espectro sísmico do ruído de ambiente é dominado pela energia microsísmica e, como a energia microsísmica viaja principalmente como ondas de superfície, a reconstrução da função de Green empírica é geralmente proporcional à porção de onda de superfície do campo de ondas sísmico. 
    Neste trabalho, apresentamos 333 funções de Green empíricas obtidas a partir das correlações cruzadas empilhadas de 1 mês do ruído sísmico de ambiente da componente vertical para diferentes pares de estações sísmicas na Província Borborema do Nordeste do Brasil. As funções de Green empíricas mostram que o sinal emergido é dominado por ondas Rayleigh e que as velocidades de dispersão podem ser medidas confiavelmente para faixas de períodos entre 5 e 20 s. 
    O estudo inclui estações permanentes de uma rede sísmica de monitoramento e estações temporárias de experimentos passivos anteriores na região, resultando em uma rede combinada de 34 estações separadas por distâncias entre 40 e 1.287 km, aproximadamente. 
    Velocidades de grupo do modo fundamental foram obtidas para todos os pares de estações e depois invertidas tomograficamente para produzir mapas de variação de velocidade de grupo. Em períodos mais curtos (5-10 s) os mapas tomográficos mostram uma boa correlação com a geologia superficial, com velocidades lentas definindo as principais bacias rifte (Potiguar, Tucano e Recôncavo) e velocidades rápidas definindo a localização do Cráton São Francisco Pré-Cambriano e o domínio Rio Grande do Norte. Em períodos mais longos (15-20 s) a maioria das anomalias de velocidade desaparecem, e apenas aquelas associadas com a bacia Tucano e o Cráton de São Francisco profundos permanecem. O enfraquecimento da anomalia de velocidade rápida do domínio Rio Grande do Norte sugere que esta é uma estrutura supracrustal ao invés de um terreno litosférico, e acrescenta novas restrições sobre a evolução Pré-cambriana da Província Borborema.

Fonte: LabSis/UFRN
Rafaela Dias, Jordi Julià, Rodrigo Pessoa, Joaquim Ferreira

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Novo tremor em Pedra Preta-RN em 28/09/2014

    Ontem, dia 28/09, ocorreu um novo tremor em Pedra Preta acima do limiar de percepção (1.5). O evento ocorreu às 23:45 UTC (20:45, hora local) e teve magnitude 3.0. O epicentro desse tremor está a aproximadamente 12 km a SSE de Jandaíra e a 14 km a NNE de Pedra Preta.
     O mapa de localização epicentral está na Figura 1.

Figura 1. Mapa de localização epicentral. O epicentro do evento está representado pela estrela vermelha.  Os triângulos representam as estações RCBR (em vermelho) e ACCP (azul). Em destaque os limites do município de Pedra Preta.
    O registro do evento na estação de Riachuelo (RCBR) está mostrado na Figura 2.

Figura 2. Registro do evento em RCBR.
  
    O último evento acima do limiar de percepção foi registrado no dia 22/06 e teve magnitude 2.7. Embora a atividade sísmica tenha diminuído nos últimos meses ela ainda persiste após quase 4 anos de seu início, em dezembro de 2010. Mais uma vez reafirmamos que não é possível prever a evolução da atividade sísmica em Pedra Preta.

Fonte: LabSis/UFRN; RSISNE; INCT-ET, USGS
Joaquim Ferreira

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Novo tremor na cordilheira meso-oceânica em 24/09/2014

    Ontem, 24/09, às 04:54 UTC ocorreu um novo tremor na dorsal meso-oceânica desta vez de magnitude 4.8. O epicentro do tremor está localizado a aproximadamente a 954 km a NNW da ilha de Ascensão,  a 1.335 km  a ESE de São Pedro e São Paulo, a 1.740 km a ENE de Fernando de Noronha e a 2.090 km a ENE de Natal.
    O mapa de localização epicentral está na Figura 1.

Figura 1. Mapa de localização epicentral. O epicentro do sismo está simbolizado pela estrela vermelha.
Fonte: LabSis/UFRN, USGS
Joaquim Ferreira

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Seminário LabSis de 18/09/2014

    Amanhã, quinta-feira, dia 18/09, às 15:30 h, no auditório do Módulo REUNI do Departamento de Geofísica, acontece o quarto seminário do LabSis, do ciclo de 2014. O palestrante será o doutorando Ygor Almeida. 


Título:  Mapeamento 3D de descontinuidades sísmicas na Província Borborema com funções de receptor

Resumo:

    A Província Borborema, localizada no Nordeste do Brasil, é uma região que tem sido o foco de grandes estudos multinstitucionais e multidisciplinares (Institutos do Milênio/CNPq e INCT-ET/CNPq) nos últimos anos. Dentre os interesses das pesquisas desenvolvidas, destaca-se a necessidade de caracterizar a espessura crustal do Nordeste do Brasil, bem como explicar a anomalia topográfica presente no Planalto da Borborema (atingindo 1200 m na sua porção central e oeste) e sua possível relação com o vulcanismo Cenozóico observado. 
    Um modelo proposto recentemente justifica esse soerguimento através de um underplating magmático gerado pelo aquecimento da litosfera por uma célula de convecção em pequena escala, que seria, também, responsável pelo vulcanismo em superfície.  Porém, até hoje, não existem evidências sismológicas claras da existência dessa camada máfica. 
    Nesse contexto, esta pesquisa visa: i) determinar a topografia da Moho sob o Nordeste do Brasil, caracterizando assim a espessura da crosta na região e ii) detectar anomalias sísmicas, tanto na subsuperfície do Planalto da Borborema como do Nordeste brasileiro, buscando, assim, feições que caracterizem o modelo citado. Para isso, foram analisados dados de sísmica passiva, coletados por 60 estações sismológicas que perfazem redes locais e regionais de monitoramento de eventos sismológicos. A partir disso, foram selecionados um conjunto de dados relacionados a eventos telessísmicos, que pudessem ser utilizados para confecção de funções de receptor. 
    O cálculo de funções de receptor envolve a deconvolução da componente vertical pela radial, produzindo uma série temporal, que evidencia contrastes de impedância abaixo do receptor. Para a análise das funções de receptor, foi necessário desenvolver um modelo de velocidade de onda S para a região Nordeste do Brasil. Para isso, foram avaliados uma série de eventos das estações de banda larga das redes regionais, através do empilhamento no domínioρ-ω para obter curvas de dispersão relacionadas a onda Rayleigh. Os sismos que se mostraram ótimos foram provenientes da dorsal meso-oceânica e tiveram magnitudes variando de 5,0 até 5,9.  Esses dados de velocidade foram, então, invertidos, com vínculo de suavidade bastante elevado, obtendo-se um modelo de velocidade 1D suavizado para o Nordeste. Partindo desse modelo, as funções de receptor foram migradas do domínio do tempo para o domínio da profundidade e empilhadas em bins, com 100 km de raio e espaçamento de 50 km, usando uma ponderação da fase instantânea.
    Com base em toda essa abordagem, obtiveram-se como resultados perfis do Nordeste Brasileiro, que evidenciam descontinuidades intracrustrais, as quais apresentam boa correlação com a espessura da crosta; mapas de curvas de níveis, evidenciando a topografia da Moho no Nordeste, sendo para a Bacia Potiguar entre 30 e 32 km, Bacia do Parnaíba é 40 km, Cráton do São Francisco entre 42 e 43 km e Planalto da Borborema entre 31 e 38 km, deixando claro o espessamento da crosta abaixo dessa região.

Fonte: LabSis/UFRN
Ygor Almeida, Jordi Julià, Rodrigo Pessoa, Joaquim Ferreira