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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Seminário LabSis de 04/12/2014

    Hoje, quinta-feira, dia 04/12, às 15:30 h, no auditório do Módulo REUNI do Departamento de Geofísica, acontece o décimo segundo e último seminário do LabSis, do ciclo de 2014. O palestrante será o doutorando Paulo Henrique Oliveira. 

Título:  
SISMICIDADE E ESFORÇOS TECTÔNICOS NA REGIÃO NOROESTE DO CEARÁ

Resumo:

    A porção noroeste do estado do Ceará é uma das principais regiões com sismicidade ativa dentro da Província Borborema. Apesar de existir relato de um abalo sísmico ocorrido em 1810, na cidade de Granja, somente a partir de 1988 foi possível estudar a sismicidade da região instrumentalmente.
A partir de janeiro de 2008, a atividade sísmica na região aumentou consideravelmente. Em junho de 2008 foi instalada uma rede sismográfica com 11 estações digitais na serra da Meruoca (incluindo a estação SBBR, ativa na região desde agosto de 2007) e em 2009, outra rede foi instalada na cidade de Santana do Acaraú, com até 7 estações digitais. Os resultados que serão mostrados foram obtidos através da análise dos dados registrados nessas duas redes, principalmente.
    As áreas epicentrais estão localizadas nas proximidades da parte nordeste do Lineamento Transbrasiliano, uma zona de cisalhamento com trend NE-SW que corta a região de estudo. Os hipocentros estão localizados entre 1 km e 8 km abaixo da crosta, que possui aproximadamente 33,5 km de espessura, sob as redes de estações. Os mecanismos focais encontrados foram do tipo transcorrente, os quais predominam na Província Borborema.
    Foi realizada uma integração entre dados sismológicos, geológicos e aeromagnéticos com o auxílio de pesquisadores de outras universidades. Além disso, foi atualizado a direção do  SHmax (esforço máximo) na região com uma inversão de sete mecanismos focais espalhados pela região e usamos as direções dos falhamentos sismogênicos, obtidos através dos mecanismos focais, para auxiliar na determinação da direção do esforço.
    Estudos anteriores mostraram que a direção do SHmax na região nordese do Brasil tem direção paralela à costa e extensão N-S, perpendicular à costa (Assumpção, 1992; Ferreira et al., 1998).

Fonte: LabSis/UFRN
Paulo Henrique Oliveira, Jordi Julià,  Joaquim Ferreira

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