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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Seminário LabSis de 18/09/2014

    Amanhã, quinta-feira, dia 18/09, às 15:30 h, no auditório do Módulo REUNI do Departamento de Geofísica, acontece o quarto seminário do LabSis, do ciclo de 2014. O palestrante será o doutorando Ygor Almeida. 


Título:  Mapeamento 3D de descontinuidades sísmicas na Província Borborema com funções de receptor

Resumo:

    A Província Borborema, localizada no Nordeste do Brasil, é uma região que tem sido o foco de grandes estudos multinstitucionais e multidisciplinares (Institutos do Milênio/CNPq e INCT-ET/CNPq) nos últimos anos. Dentre os interesses das pesquisas desenvolvidas, destaca-se a necessidade de caracterizar a espessura crustal do Nordeste do Brasil, bem como explicar a anomalia topográfica presente no Planalto da Borborema (atingindo 1200 m na sua porção central e oeste) e sua possível relação com o vulcanismo Cenozóico observado. 
    Um modelo proposto recentemente justifica esse soerguimento através de um underplating magmático gerado pelo aquecimento da litosfera por uma célula de convecção em pequena escala, que seria, também, responsável pelo vulcanismo em superfície.  Porém, até hoje, não existem evidências sismológicas claras da existência dessa camada máfica. 
    Nesse contexto, esta pesquisa visa: i) determinar a topografia da Moho sob o Nordeste do Brasil, caracterizando assim a espessura da crosta na região e ii) detectar anomalias sísmicas, tanto na subsuperfície do Planalto da Borborema como do Nordeste brasileiro, buscando, assim, feições que caracterizem o modelo citado. Para isso, foram analisados dados de sísmica passiva, coletados por 60 estações sismológicas que perfazem redes locais e regionais de monitoramento de eventos sismológicos. A partir disso, foram selecionados um conjunto de dados relacionados a eventos telessísmicos, que pudessem ser utilizados para confecção de funções de receptor. 
    O cálculo de funções de receptor envolve a deconvolução da componente vertical pela radial, produzindo uma série temporal, que evidencia contrastes de impedância abaixo do receptor. Para a análise das funções de receptor, foi necessário desenvolver um modelo de velocidade de onda S para a região Nordeste do Brasil. Para isso, foram avaliados uma série de eventos das estações de banda larga das redes regionais, através do empilhamento no domínioρ-ω para obter curvas de dispersão relacionadas a onda Rayleigh. Os sismos que se mostraram ótimos foram provenientes da dorsal meso-oceânica e tiveram magnitudes variando de 5,0 até 5,9.  Esses dados de velocidade foram, então, invertidos, com vínculo de suavidade bastante elevado, obtendo-se um modelo de velocidade 1D suavizado para o Nordeste. Partindo desse modelo, as funções de receptor foram migradas do domínio do tempo para o domínio da profundidade e empilhadas em bins, com 100 km de raio e espaçamento de 50 km, usando uma ponderação da fase instantânea.
    Com base em toda essa abordagem, obtiveram-se como resultados perfis do Nordeste Brasileiro, que evidenciam descontinuidades intracrustrais, as quais apresentam boa correlação com a espessura da crosta; mapas de curvas de níveis, evidenciando a topografia da Moho no Nordeste, sendo para a Bacia Potiguar entre 30 e 32 km, Bacia do Parnaíba é 40 km, Cráton do São Francisco entre 42 e 43 km e Planalto da Borborema entre 31 e 38 km, deixando claro o espessamento da crosta abaixo dessa região.

Fonte: LabSis/UFRN
Ygor Almeida, Jordi Julià, Rodrigo Pessoa, Joaquim Ferreira

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