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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Laboratório Sismológico da UFRN (LabSis) instalará estações portáteis no Maranhão

    A atividade sísmica no Maranhão continuava apresentando várias réplicas, segundo registros da estação ROSB, da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), instalada em Rosário, Maranhão, a cerca de 40 km da área epicentral.
    Levando em consideração essa atividade e o fato de que não há estudos com redes locais no Maranhão, o  LabSis resolveu instalar uma rede local para estudar a atividade sísmica ora presente. Hoje, seguiram para o Maranhão os técnicos Eduardo Menezes e Flauber Carlos devendo termos mais informações no final de semana. A viagem está sendo financiada pelo INCT de Estudos Tectônicos (INCT-ET), coordenado pelo Dr. Reinhardt Fuck.
    Um mapa da região onde será realizado o trabalho está mostrado na Figura 1.

Figura 1. Mapa da região de interesse. O epicentro está representado pela estrela azul. A estação de Rosário (ROSB), pelo triângulo vermelho. Em destaque, os limites do município de Cachoeira Grande.
     Estamos em contato com a Defesa Civil do Maranhão que já está realizando um levantamento macrossísmico na área, o que permitirá ter um conhecimento do efeito do tremor próximo ao epicentro e não só em São Luís e Teresina.
      Em sismologia, monitoramento e estudo com redes locais são essenciais para o conhecimento da sismicidade de uma região. O monitoramento permite saber o que está acontecendo e, redes de monitoramento, como a RSBR, permitem determinar magnitudes e epicentros, estes dependendo da magnitude dos eventos e da distribuição da rede de monitoramento. A RSBR, que cobre todo o país, foi implementada com financiamento da Petrobrás e, atualmente, conta com recursos da CPRM  para sua operação e manutenção. As instituições que instalaram e operam a rede são o ON, a USP, a UFRN e a UnB, responsável pela estação ROSB.
     Estudos com redes locais permitem não só determinar com maior precisão os hipocentros dos sismos (epicentros e profundidades focais) bem como determinar o mecanismo focal, identificando o plano de falha. Isso é essencial para qualquer discussão sobre a correlação da sismicidade e feições geológicas mapeadas na região. O LabSis vem fazendo isso nos últimos 30 anos com bastante sucesso.
     Um mapa geológico da região pode ser visto na Figura 2.

Figura 2. Mapa geológico da região. Fonte: Lyell Collection.
    O que se pode afirmar preliminarmente é que a atividade sísmica está ocorrendo na parte sul do Cráton de São Luís. Esperamos que essa campanha permita dizer muito mais do que isso.

Fonte: LabSis/UFRN, RSBR, INCT-ET
Joaquim Ferreira, Eduardo Menezes, André Silva

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