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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Visitas e instalação de rede sismográfica em Pedra Preta-RN

    Desde o dia 25/10, quando a atual fase da atividade sísmica começou, a equipe do LabSis/UFRN fez várias visitas à região, conversando com a população e autoridades, observando os efeitos dos tremores, bem como trabalhando na parte instrumental. 
    No dia 06/11/2013 os técnicos Eduardo Menezes e Suélio Carolino percorreram a área mais próxima do epicentro para verificar, novamente, os efeitos dos tremores e levantar possíveis locais para instalação de mais estações sismográficas na região.
    Próximo à área epicentral as localidades de Baixa da Beleza e Toco Preto foram as mais afetadas.  Nelas puderam ser observadas rachaduras e trincas nas paredes das casas assim como deslocamento de telhas.
    Na Figura 1, pode ser visto um caso de rachaduras em paredes.

Figura 1. Rachadura em parede. Baixa da Beleza, Pedra Preta.
    Um dos maiores perigos para a população é o deslocamento de telhas. Apesar das recomendações feitas pelo LabSis em 2010/11 muitos dos telhados da região ainda continuam sem a ripa intermediária. Um exemplo disso pode ser visto na Figura 2.

Figura 2. Telhas deslocadas. Baixa da Beleza, Pedra Preta. Pode-se ver a falta da ripa intermediária.
     A falta da ripa intermediária faz com que, ao se mover, falte apoio para a telha e esta pode cair na cabeça das pessoas, podendo causar sérios ferimentos, principalmente em crianças.
    Relatos feitos pelos moradores demonstram a apreensão face ao fenômeno, principalmente quando ocorre uma sequencia seguida de tremores. Moradores estão dormindo fora de suas residências, em alpendres e também debaixo de árvores. Um morador relatou que está dormindo em cima de um caminhão pois o medo dos tremores não o deixa dormir dentro de casa.
    Entre os dias 08 e 10/11 foram instaladas, pelos técnicos Eduardo Menezes e Suélio Carolino, mais 4 estações sismográficas na região. O objetivo inicial das novas estações é verificar se a área epicentral ainda é a mesma que no período em que ela foi estudada anteriormente (2010/11) após a ocorrência dos vários sismos de magnitude acima de 3.0.
    
Fonte: LabSis/UFRN; RSISNE; INCT-ET, USGS
Joaquim Ferreira, Eduardo Menezes, Suélio Carolino

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