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terça-feira, 1 de maio de 2012

Seminário LabSis/UFRN no dia 03/05/2012

     No próximo dia 03/05/2012 teremos mais um seminário do LabSis, atividade coordenada pelo Prof. Jordi Julià. O seminário será proferido pelo graduando em Geofísica e bolsista do PRH22 Renato Ramos da Silva Dantas e terá por título "Decaimento da aceleração de ondas sísmicas de terremotos da borda da Bacia Potiguar".
    O seminário será apresentado no auditório do prédio Reuni (Departamento de Geofísica), às 16:30 h.
 Resumo: 
    A região da Bacia Potiguar é a área de maior atividade sísmica no país, constando, inclusive, nos mapas globais de perigo sísmico. Apesar disso, pouco se sabe sobre o efeito que um possível tremor, de determinada magnitude e ocorrido em determinado local, teria em uma dada estrutura construída nessa região. Para isso, necessita-se de registros da aceleração do solo devido a esses tremores. Ou seja, a solução desse problema exige a ocorrência de tremores e a existência de acelerógrafos aptos a registrá-los.
    Recentemente, o projeto RSISNE (PETROBRAS/UFRN/FUNPEC) permitiu a compra e instalação, no Nordeste do Brasil, de estações permanentes completas (sensor broadband e acelerógrafo), bem como de acelerógrafos individuais que se podem instalar em áreas sísmicas. Parte dessas estações e acelerógrafos individuais foram instalados na borda da Bacia Potiguar. O objetivo do trabalho que vem sendo desenvolvido é verificar como se dá o decaimento da aceleração nessa região utilizando-se os dados coletados do final de 2010 até agora. 
    Como modelo de decaimento, foi utilizada a forma clássica de Kanai (1961). É possível estimar os parâmetros desse modelo através de uma regressão linear múltipla, usando o método dos mínimos quadrados.
    Para a estimativa dos parâmetros desses modelos, aplicada ao caso da borda da Bacia Potiguar, foram utilizados 37 registros de aceleração das seguintes estações: ACCP (Cabeço Preto, Pedra Preta), NBPA (Paraú), NBPV (Pedro Velho), ACJC (João Câmara) e ACMT (Matão, João Câmara), usando, principalmente, tremores oriundos das falhas sismogênicas de Samambaia (região de João Câmara) e de Cabeço Preto (região de Pedra Preta). A equação obtida ajustou-se bem aos dados.
    Um exemplo de registro acelerográfico é mostrado na Figura 1, abaixo.

Figura 1. Acelerograma da estação ACCP.

 Fonte: LabSis/UFRN
 Renato Dantas, Joaquim Ferreira, Jordi Julià

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